AFAM

Não só orar, agir também é preciso

Não só orar, agir também é precisoUm assunto me preocupa, e nele eu me enquadro também:

Oração ativa e não passiva. Orar e Agir. Orar e buscar e não só esperar.

“Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa,  como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus.” II Coríntios 3:5

Em outras palavras… Não que eu esteja aqui diante de vocês porque sou uma exímia pregadora e tenho o dom da palavra. Pelo contrário! Sou secretária, lido mais com papéis e documentos e prefiro falar pouco.

Deus está me dizendo com este verso, … “Márcia, você é capaz de pensar e raciocinar. Deus deu a você o direito de ser racional. Pensar e decidir, mas…, você não pertence a você mesma. Tudo que você tem, e é, a sua suficiência, a sua capacidade, vem de Mim o Senhor e Criador. Não confie em si mesma!”

E é por esta falta de suficiência (capacidade) que eu gostaria que ORASSEM comigo…

Entendi com este verso que não devemos ser auto-suficientes. Não somos nada sem Deus.

Nossa força, nossa coragem, nossa razão, nossa esperança … vem do Pai; somente do nosso Pai do céu.

Como alcançar esta capacidade?

Creio que a resposta mais correta seria: …através da oração e através da comunhão com Deus.

Sim, é verdade!

A oração tem sido a nossa válvula de escape. E deve ser mesmo! É a nossa única saída!

Só a Deus devemos recorrer. NÃO HÁ OUTRO! Só Ele tem a solução final para os nossos caminhos tortuosos e difíceis, enquanto estivermos neste mundo de guerra entre o bem e o mal.

O grande problema é, que muitos de nós só oramos… oramos… e oramos!

Como se Deus fosse o único responsável em resolver os nossos problemas!

Simplesmente aguardamos, de braços cruzados, sentados nos bancos da igreja, ou em casa, suplicando e chorando muitas vezes, sem nada mais fazer!

O pensamento de muitos tem sido:

–    Se Deus quiser que eu vá… eu vou!
–    Se Deus quiser que eu tenha o que comer… eu vou comer!
–    Se Deus quiser que eu me case com fulano… eu vou me casar!
–    Se Deus quiser que eu tenha saúde… eu vou ter.

E assim vai por aí afora uma lista de, se Deus quiser… quando nossas ações muitas vezes são contrárias à vontade desse “Se Deus quiser”.

Deus quer sim, Ele sempre quer o nosso melhor!

Mas é obvio que, Deus quer tudo aquilo que contribua para o bem de Seus filhos!

Sou prova disto, repito, não tenho o dom da palavra. Mas aqui estou, nervosa e preocupada. Só Deus sabe como é difícil para mim, falar em público, mas tremendo ou não, Ele já me ajudou a escrever, agora prometeu falar por mim.

Aprendi muito na vida observando as pessoas, e tenho percebido que, geralmente, as pessoas são aquilo que querem ser. Nós podemos ser aquilo que queremos ser!

Temos o livre arbítrio. Deus nos deu este presente. Decidir… Escolher…

Que presente!

Com este dom, podemos mudar o curso da nossa história em muitas situações.

Muitos problemas, em sua maioria, podem ser evitados.

Muitas tristezas podem ser transformadas em alegrias!

Muitas desgraças podem até se transformar em bênçãos!

Fácil? Não, não é.

–    O que estamos nós fazendo para que as bênçãos fluam em nossa vida, mesmo entre as tribulações?
–    Nosso livre arbítrio está conectado em que central telefônica?
–    Do céu, ou da terra! Eis o cerne da questão.

(Pr. Lanza num de seus sermões, contou uma história interessante:
Um advogado recém formado que começa a se estabelecer em um novo escritório e a se auto propagar, fingindo falar ao telefone para atrair a atenção de possíveis clientes que passassem pelo corredor, e assim fazendo, chega exatamente o profissional que está vindo ligar a sua linha telefônica. Ele esqueceu que não estava conectado com a central telefônica.)

O texto de coríntios me faz pensar em pessoas singulares da Bíblia, cujas vidas transbordaram em bênção e poder, porque ORARAM E AGIRAM.

Deus faz uso constante da vida de personagens como estes para ensinar, encorajar e advertir a nós nos últimos dias desta terra.

Alguns deles: Davi, Ester, Moisés, Jonas, Pedro, Paulo, Abraão, José, Elias, Elizeu… e tantos outros com suas histórias marcantes de fé e fervorosas orações. Percebemos que, praticamente em todos os bons exemplos venceram orando e agindo.

Todos eles oravam; oravam muito, mas também agiam. Buscavam.
 
Gosto especialmente de dois deles.
A vida destas pessoas me fala ao coração.

Abrindo um parêntese aqui: Aprendi desde menina, observando a vida das pessoas e de suas famílias e delas absorver o que era agradável e bom. Fazer escolhas! e foi assim que Deus me fez crescer e realizar e alcançar o meu sonho de mocinha. Alcançar um ideal que humanamente falando eu achava imerecido e impossível – Era ter um lar feliz”.

É uma linda história de oração e ação. Quem sabe, um dia eu a conto em uma própria ocasião.”

Destes personagens bíblicos, chamo primeiro por ESTER. (Ester 2:5-7)
    
Uma encantadora história de rainha e príncipe encantado, contada num insignificante livro da Bíblia. Embora não mencione o nome de Deus nos escritos, Ele se faz presente em cada cena e no decorrer de cada evento da vida desta menina que vivia num ambiente hostil de humildade e escravidão, onde o “deus maior” era sempre o Rei.

Ester era uma pequena órfã esquecida entre uma multidão de estrangeiros, vista com desprezo e ódio por pertencer à condição de forasteira em terra estranha.

Provavelmente se sentindo abandonada e triste, embora amparada pelos favores do primo Mordecai desde então, posso sentir sua oração simples e suplicante por sobrevivência para si e para o seu povo escravo.

Mal sabia que Deus estava tecendo juntas essas duas vidas não relacionadas – uma jovem desconhecida, órfã e pobre com o Rei da Pérsia – tornando-se o instrumento único para sobrevivência do seu povo judeu.

De onde viria esta auto-suficiência?

Como disse o poeta religioso, Georgr Herbert:

“O moinho de Deus moe devagar, mas com segurança.”

Deus, embora pareça às vezes distante e invisível, Ele é sempre invencível.

Ester tornou-se uma bela mulher por dentro e por fora. Agora, levada entre muitas outras lindas jovens “achou graça diante do Rei e foi escolhida e amada por ele”.

Em meio ao poder, beleza e riquezas, o cheiro da morte clama pelo momento de oração e ação para a salvação… Lições aprendidas, marcas do passado sofrido, mente lúcida e obediente que nenhum valor terreno pode apagar…  

Leiamos em Éster 4: 13-16
“… Ouça Ester, diz Mordecai, você talvez tenha sido colocada nesta posição só para esta hora única na história. Não se cale Éster, é o seu grande momento.”
E a resposta logo veio, … “Eu vou, se perecer, pereci.” Conhecemos a história!

Com a história de Ester, muitas lições eu consigo tirar, mas a principal é a confiança no Cristo morto e ressurreto que virá nos buscar;

– Deus trabalha em nosso dia a dia, Ele não dorme;

Ester foi inquestionavelmente uma mulher segundo o coração de Deus. Ela orou, orou muito, jejuou também, mas… Agiu.

Enfrentou, buscou o melhor caminho e confiou em Deus. 

Querida Igreja,

Precisamos admitir o poder que Deus deu e dá à mulher, obra final da Sua criação. Pena que muitas delas não sabem disso e não se valorizam, se tornam meros objetos que se despedaçam nas mãos do mundo.

Mas, Deus tem aos Homens em alto escalão.

São seres especiais dotados do primo poder de ser Administrador, de ser sacerdote, de ser senhor, de ser Pai, de ser protetor, provedor e de ser o ápice da criação. Com a grande responsabilidade e habilidade de cuidar e zelar de tudo aquilo que Deus criou.

Querida Igreja,

Precisamos admitir também que muitos deles não sabem disto, não conhecem a sua capacidade de ser “o Senhor da vinha”, a semelhança do Criador! Não se valorizam e se tornam rudes, maridos e pais irresponsáveis e infelizes.

Trago a nossa lembrança agora a história de JOSÉ.

Que história linda! Que firmeza de caráter! Um jovem homem de enorme integridade que deu ao seu povo e à nação estrangeira um exemplo contínuo de integridade, perdão, paciência, coragem e ação.

Filho de pai idoso, passivo e desatento, onde os enganos, as intrigas, a ira, a rebeldia a rivalidade e a inveja descontrolada imperavam nas fileiras dos filhos daquele pai chamado Jacó; o enganador que passou a ser enganado pelos seus próprios filhos.

Este era o lar onde José nasceu e foi criado.

O filho favorito e o irmão odiado.

Tudo era um barril de pólvora pronto a explodir. Uma família violenta e hostil.

E José…ainda assim era um sonhador.

Maltratado pelos irmãos onde o ciúme imperava, José vive uma infância que mostra claramente o efeito de um pai passivo e indiferente, uma mãe ausente, uma família cheia de falsidade, ciúmes e brigas, crianças deixadas por sua própria conta para descobrirem sozinhos a vida.

• Encontramos em tudo isto uma grande lição de esperança: “Nenhum ato é mais poderoso do que a oração seguida de ação.”
Porque – A oração traz poder para suportar cada ação.

Abandonado, José, não tinha para onde olhar, senão para o alto.

Só assim: resistiu à tentação, o pecado e às profundezas da prisão.

Ele recusou o pecado, ele disse não, por duas razões:
–  Sua lealdade ao seu senhor
–  Sua fidelidade a Deus;

José, agora cativo, jogado numa masmorra, lá é esquecido por longos anos.

Mas para Deus, ele crescia e se estabelecia em segurança e respeito diante dos demais.

Era bonito e atraente, mas considerado “rude e idiota” pela escolha aos olhos humanos.

Que injustiça Senhor pensamos nós! Ele fez o que era correto e mesmo assim foi maltratado injustiçado! Que decepção!

Este notável homem, repetidamente vitimado, continuou a olhar para o “alto” e cumprir com as suas obrigações. Continuou a orar, trabalhar como servo obediente e esperar pelo Deus de seus pais, marcado pelas orações intercessoras de seus antepassados.

Gênesis 39:21, afirma “O Senhor era com José.” Ele jamais foi embora, Ele jamais partiu. José foi lembrado e promovido no momento certo. Colheu as recompensas da justiça. Nós conhecemos a história.

Sua maior grandeza foi um caráter íntegro e perdoador.

O que será que faríamos em seu lugar?

O que faremos nós nos últimos dias quando Jesus estiver às portas de voltar?

Onde será ligada a nossa lealdade e suficiência?

– Se, o escravo José, pode sobreviver a estes anos de maus tratos, solidão e perda;
– Se, a insignificante órfã Ester, exilada em terra estranha, venceu pela beleza de caráter e coragem;
– Tenho certeza, você e eu podemos vencer também! O Deus dele é o mesmo Deus a quem servimos!
    
Seu sofrimento, e o meu quem sabe, pode ter uma embalagem completamente diferente. Mas independentemente da sua forma, é dolorido… e …

A ORAÇÃO é o caminho. A comunhão com Deus também não pode faltar, mas a minha ação… a minha parte nesta obra… Deus não fará por mim nem por você.

Ele a completará!

Porque estou mencionando estes dois personagens bíblicos em pleno dia Mundial da Mulher, focalizando a Oração ativa e não passiva?

–    Porque vejo neles, frutos de lares diferentes. De educação diferente. Independente de cada fundamento, houve Oração e AÇÃO em direção ao Pai.
–    Porque tenho provas de que o lar é o fundamento de uma vida feliz ou infeliz.
–    Porque quero pedir a Deus socorro pelas nossas famílias. Pelas famílias da igreja. Pelos lares despedaçados ou a caminho dos estilhaços de um barril de pólvora.
–    Mais ainda, … pedir socorro a Deus, por filhos que apesar dos pesares em que estão envolvidos, e aqui eu penso em todos nós, pois todos nós também somos filhos; que decidam enfrentar as barreiras da família e do mundo e escolham a fidelidade e a integridade de caráter no Senhor.

Eu creio que,
Não podemos escolher a família terrena que gostaríamos de pertencer, mas podemos escolher a família que um dia gostaríamos de ter.

Se você errou no caminho, não esqueça, a graça de Deus é abundante. Aja, busque, faça alguma coisa, não se acomode. Ainda há fôlego de vida isso significa oportunidade.

Ester, órfã, teve a graça de ser educada por um bondoso primo que amava a Deus, orava e agia segundo a vontade do seu Deus.
José, apesar da família desequilibrada, foi amado por seu pai que apesar da passividade com os demais o ensinou sobre o Deus de seus antepassados e as promessas de um livramento.

Agora, vamos voltar o pensamento para os nossos dias.

Quantas “Ester” e quantos “José” ainda estão de pé hoje, cujo pensamento e decisão é se preparar para volta de Jesus, mas ser feliz ainda por aqui.

“Conheci um garoto, fruto de uma gestação indesejada e de um casamento forçado pelas circunstâncias”.

Veio ao mundo por um milagre após tentativas de aborto pela jovem mãe desesperada e pressionada pela insegurança e medo.

Pai bêbado, inconsequente e mesquinho, esbanjava seu mísero salário nos bares e prostíbulos, a cada fim de mês. Quando tudo acabava voltava para casa cambaleante, aos berros, com fome, batendo e quebrando o que encontrasse pela frente ainda sob os efeitos do álcool.

Neste contexto, aquela mãe amedrontada, já com quatro filhos para criar se enche de forças e coragem para proteger os filhos que a rodeiam, e enfrenta corporalmente, vez após vez as agressões que a fortalecem para sobreviver.

Busca a Deus em vários lugares, pois, não sabia onde encontrá-Lo.

Ora, suplica por ajuda, mas não se acomoda, ela age.

Lavando e passando trouxas e trouxas de roupas para várias famílias da cidade onde morava, cozinhando e enfrentando forno a lenha com fornadas de pães bolos e biscoitos para serem vendidos de casa em casa e no portão da escola.

Todos os dias bem cedo e até altas horas da noite, aquele garoto acompanhava sua mãe, lavando, passando, cozinhando e costurando para dar de comer e vestir aos seus filhos.

Agora jovenzinho, ele crescia naquele ambiente de muita luta, necessidades, brigas e até rejeição por parte do débil pai.

Acompanha de perto o sofrimento da mãe, que, incansavelmente ora, mas não descansa, ela luta e age.

Desde cedo ele decide ajudá-la. Fosse qual fosse o seu gesto, era para aquela mãe um bálsamo de alívio ao fardo pesado que carregava.

Já como estudante, quando voltava da escola, fazia-lhe companhia, ajudava a dobrar as roupas, carregar uma trouxa para cá e outra para lá, vendia alguns quitutes, a animava, conversavam, contavam as histórias do dia um para o outro.

Sorriam e choravam juntos, e esta demonstração de valor e amor daquele filho fez a diferença. A fortaleceu de tal forma que os anos se passaram e ela conseguiu em meio a esta interminável tribulação, criar seus quatro filhos e a amar e ser amada por eles.

Ambos conheceram a Jesus neste caminho turbulento. Foram rejeitados pela família, e mais do nunca se uniram em oração e lealdade ao Senhor.

Claro, os problemas não terminaram. Mas, a decisão de vencer havia sido tomada; uma família falida não pode impor que outra família falida se crie.

Nossa vida é regida por decisões. Decisões que podem nos fazer felizes ou infelizes.

Aquele jovem agora criado e livre para decidir voou alto, para distante de sua águia mãe, com a decisão de ser feliz servindo ao Senhor aonde quer que fosse e reconstruir os destroços do barril de pólvora em que viveu.

Sem condições financeiras, sem um pai para ampará-lo, só com a amada mãe que orava distante, carregando traumas e marcas emocionais, hoje ele é um ministro de Deus separado para servir e resgatar, na sua maioria jovens, fáceis vítimas deste mundo mal que está em guerra contra o bem.

A decisão deste moço poderia ter sido diferente, carregar os fardos do pecado da família e do passado que o marcara, vingar-se no álcool, nos jogos e no lazer irresponsável, e viver uma vida de ódio e tristeza.

Hoje, a sua mãe não vive mais, por “n” razões e consequências do sofrimento, sua vida foi abreviada. Seu pai, felizmente convertido depois de 28 anos também não vive mais, prematuramente levado por marcas indeléveis de um passado leviano.

Creio na providência Divina para garantir salvação.

Abraham Lincoln declarou, certa vez:

“Homem algum que tenha tido uma mãe piedosa pode ser chamado pobre.”

E eu acrescento:
“Homem algum que encontra a Jesus e aceita o Seu abraço de Pai nunca deixa de ser rico.”

Com a História de Ester,

Com a história de José,

E com esta história real de um jovem dos nossos dias, meu esposo amado, Pr. Jorge Mário, eu quero deixar com vocês três poderosas e eternas lições:

–    “Os planos de Deus não são prejudicados quando os eventos deste mundo são carnais ou seculares;” – não há fronteiras o controle é soberano; Deus está sempre presente e está agindo.

–    “Os propósitos de Deus não são frustrados por fracassos morais ou conjugais.” Deus aplica a graça. Os nossos erros O deixam indignado, as consequências nos acompanham, mas Deus é um Deus de graça e de oportunidades;

–    “O povo de Deus não é excluído das posições elevadas por causa de problemas ou dificuldades.” Nem sequer pense em parar, Deus está no comando.

Pergunto:

–    O que você está fazendo por sua família?
–    Em quem você está ligado para refletir seus raios? Na terra ou no céu?
–    Pais, o que vocês estão plantando no jardim de sua esposa e de seus filhos?
–    Mães, o que vocês estão incutindo no coração de seu marido e filhos?
–    Filhos, que tipo de consideração você tem pelos seus pais, que modelos vocês estão absorvendo para o futuro?

ORAR, é o caminho, mas o horizonte se aproxima quando agimos e cumprimos com a parte que nos corresponde, em busca do Pai, e Ele completa, trazendo a nova terra até nós!

[Por: Márcia Lima de Oliveira]