Ministério da Música

A arte de compor – Estêvão Queiroga

“O compositor é o verdadeiro artista, que utilizam o domínio da técnica das notas musicais para criar melodias, e toda a criatividade e sensibilidade para escrever canções que emocionam”.

Estêvão Queiroga
Estêvão Queiroga, 31 anos, cantor e compositor. Nascido na Paraíba, mas cresceu no Amazonas. Além de músico, também é diretor de criação, trabalha com tecnologia e entretenimento. Foi redator publicitário por muitos anos e recebeu prêmios dentro e fora do Brasil. Casado com a Paula e tem dois filhos.

Você se lembra quando compôs sua primeira música? Quando foi, e sobre o que era?

Lembro, tinha uns 12 ou 13 anos. Não lembro da música direito, só de algumas frases soltas. Talvez porque ela fosse bem ruim (risos). Fiz em parceria com um primo, grande amigo e grande talento, Rafael Queiroga. A música era inspirada no conceito “nada de novo debaixo do sol”, apresentada em Eclesiastes. De lá pra cá, penso que amadureci um pouquinho, mas apenas uma coisa não mudou: o livro continua sendo um de meus prediletos.

Muitas de suas letras parecem retratar alguém que sofreu algo, mas que está disposto a mudar. Uma experiência negativa ou uma provação, já foi um motivo pelo qual você escreveu uma letra?

Sem dúvida, tudo que canto é reflexo de alguma experiência vivida ou de uma nova compreensão de algo que é importante na minha vida. “A Partida e o Norte” é um exemplo bem explícito disso. Costumo dizer que sempre canto sobre a minha vida porque só vivi a minha vida até hoje. Quem tá do outro lado ouve e acaba enxergando a sua vida ali também. Também costumo dizer que só componho quando tenho algum problema. Penso que certas angústias que parecem insolúveis, podem ser exprimidas na arte. Assim, quem sabe, ao entrar num contato mais íntimo com nossa condição, a gente consegue transformá-la, ou, no mínimo, aprende a conviver melhor com ela. Para todas as outras angústias, aquelas mais palpáveis, existe o diálogo, existe uma corrida na praia, uma boa risada, as lágrimas, existe até o Mastercard…

O que mais te inspira a compor?

A necessidade de compreender quem eu realmente sou, ou seja, tentar ter pequenos lampejos de como Deus me vê.

O que você espera passar com suas músicas?

Minha condição vulnerável, que é igual à de quem me ouve. E, além disso, mostrar o Amor como a trama maior onde existimos e onde viver vale à pena. Esta é a resposta de hoje, amanhã já não sei.

Como compositor, tem algum compositor que você admira?

Muitos. Tenho muitos mestres, mas quero aproveitar esta pergunta para destacar o trabalho dos meus amigos compositores: Jefté, Pedro Valença, Tiago Arrais, Felipe Valente, Gabriel Iglesias, Roberta Spitalleti, Henrique Glauber, Rodrigo Magalhães. Se ainda não conhecem, procurem conhecer. E, falando em compositor, tem um tal de Estêvão Queiroga que vai lançar seu primeiro disco nos próximos meses. Fiquem ligados. (Risos)

Parabéns ao compositor por resumir em palavras os mais variados sentimentos.

Assista o clip “A Partida e o Norte”

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